Gaseificação

Gaseificação é um processo termoquímico de conversão de matéria sólida ou líquida em um combustível gasoso, na presença de uma quantidade controlada de oxigênio. Por isso a gaseificação é um processo intermediário entre a incineração e a pirólise. Isto significa que ar/oxigênio é inserido no reator, mas a quantidade não é suficiente para permitir que o combustível seja completamente oxidado. É uma tecnologia promissora para a utilização da biomassa e de outros resíduos, devido ao baixo impacto causado ao meio ambiente e contribuir para a redução das emissões atmosféricas do CO2.

O processo de gaseificação de combustíveis sólidos é bastante antigo, tendo como objetivo produzir um combustível gasoso através do sólido, com melhores eficiências de transporte e combustão, utilizando-o como matéria prima para diversos processos. Entre as aplicações dos gases produzidos, podemos destacar o uso como combustíveis para fornos, motores a diesel e a gasolina (ciclo Otto), turbinas a gás, geradores de vapor, até como matéria-prima para produção de gás de síntese para metanol, amônia, entre outras.

Os gaseificadores podem ser classificados segundo a pressão, em atmosféricos ou pressurizados, e segundo o tipo de leito, em fixo ou fluidizado. Os gaseificadores de leito fixo são os mais simples e mais adequados para a utilização em pequenas unidades de geração. Podem ser de fluxo cruzado (cross draft), co-corrente (down draft) ou contracorrente (up draft). Os gaseificadores de leito fixo apresentam a vantagem de utilizarem tecnologias simples, porém são limitados no dimensionamento da planta, entre 10 a 15 toneladas de biomassa seca por hora, com temperaturas médias de 1000ºC.

Na Figura abaixo, mostramos uma configuração típica de um sistema de gaseificação utilizando um gaseificador de leito fixo co-corrente.

Aprenda mais sobre gaseificação acessando os seguintes artigos: Gaseificação1; Gaseificação2; Gaseificação3.